Psicomotricidade Musical

A Psicomotricidade apresenta respostas para essas e outras questões relacionadas aos desafios de entender e estimular o desenvolvimento infantil de maneira global e abrangente afinal, o corpo, o movimento e a ação são elementos básicos do nosso conhecimento e compreensão do mundo e das relações sociais e pessoais que estabelecemos.

Na verdade, o movimento é indissociável do pensamento que o produz. O movimento é o pensamento em ação. Ele precede o pensamento e posteriormente o pensamento regula e adapta a ação aos fins pretendidos.

A Educação Psicomotora é um dos braços da Psicomotricidade e se incorpora ao processo educativo inserida em todas as áreas do conhecimento.

A música e os movimentos estão presentes na vida do ser humano a partir da concepção (Juan García fala sobre o tema no vídeo ao lado). Todos os sons são o resultado de um ou mais movimentos, que geram vibrações.

Quando o bebê bate com um brinquedo no berço ou no chão pela primeira vez ele se assusta. Ao repetir o movimento e obter o mesmo resultado ele fica feliz e reinicia o ciclo: bate o brinquedo, se assusta cada vez menos, antecipa o prazer e se alegra com os resultados.

Ele repete a ação a intervalos cada vez mais regulares tornando-a rítmica. Ao mesmo tempo, os movimentos, tornam-se cada vez mais coordenados.

Por volta dos quatro meses, quando adquire o controle do tronco o bebê responde alegremente, com todo o corpo, quando escuta alguma música, especialmente as que possuam características rítmicas bem marcadas.

O bebê realiza essa “façanha” com os estímulos que estão ao redor e vai construindo um repertório musical e psicomotor espontaneamente.

Por isso, educadores e pais podem se beneficiar ao recorrer à Música e à Psicomotricidade para ajudar as crianças diante de desafios como:

  • regular os interesses próprios com os interesses do grupo por um bem comum;
  • organizar-se no espaço;
  • organizar seus materiais;
  • sustentar a atenção durante um período maior;
  • adequar o ritmo pessoal às tarefas apresentadas;
  • segurar adequadamente o lápis melhorando assim a fluência na escrita;
  • adequar o ritmo do pensamento à expressão motora gráfica.